COMO O SOL AMA A TERRA


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Eu costumava ficar bem com o amor como a lua ama a Terra, há milhas e milhas de distância e ao redor. E então eu senti os milhares de telescópios em mim e eu pensei que eu precisava disso para ser realizada o tempo todo, mas quando caía nos braços de alguém eu sempre deixava crateras e entulho, nunca soube de mim – meu tamanho, próprio peso, nunca soube o impacto que deixei…o tamanho dos estragos. Eu era um meteoro, mas não era bonita, carregava uma cauda de faíscas e destruição, como nos filmes americanos tinha latas pendurados em cordas do meu para-choque traseiro, só que sem a parte do “felizes para sempre” sem nunca olhar para trás, eu sempre deixava o relacionamento deixando-os sozinhos, negando ser a pessoa que pensável ter nas mãos. Medo, talvez, ou apenas reflexos…proteção. Toda a experiência infeliz astrônomas ou não, me deixaram narcisista, armada de pedregulhos e algodão doce, ora doce…ora não…ora deixava de existir. E eu que pensei que tinha minha própria luz, mas eu estava apenas usando a luz solar, como empréstimo.

Agora eu quero amar como o sol ama a Terra e dar o meu calor e luz sem pedir nada de volta. Eu estou bem com o sentimento dos vaga-lumes e borboletas dentro da minha barriga, mesmo sabendo que você não sente nada ou tudo. Quero sentir o calor dos sussurros e deleitar em meu rosto as sensações, mesmo não podendo recuperar nossa perda, a que eu causei em nós. E também não quero girar em torno de você embora eu possa suportar esse amor unilateral, mas eu vou ficar parada, a espreita, a espera. Não vou insistir mais nisso, a decisão foi sua e eu respeito, talvez brilhar como o sol é o que você precisa para si também, encontrar sua “Terra metade” para amar, você sempre foi tão intenso nisso e ser rejeitado era sua sina, você não merece passar por isso.

Todos os olhos podem admirar a lua que empresta o brilho silencioso do sol, mas nenhum dos olhos se vira para olhar a estrela real. As diretas metades, cicatrizes de luz solar, a bela forma de amar, cálida no peito em cor, luz, calor…amar é preencher-se do outro sob o sol e a lua na Terra.

Quero amar como o sol ama a Terra, sem refletir, quero o amar profundo, forte e verdadeiro.

© 2013 | Pâmela Aracy – FÊNIX VERDE
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