DESEJO INESPERADO


Beijo_8

De onde vem o amor? quando é percebido? Até quando o ser humano suporta viver experiências vazias…há tempo para conhecer novas pessoas? Aqueles que já conhecemos, vale a pena ultrapassar a barreira para ser feliz quando se trata de desejo e amor?

Ela estava debruçada no parapeito da janela de seu apartamento, uma taça de seu vinho branco preferido em uma das mãos, segurando um cigarro mentolado na outra e de vez em outra, revezando, tragava-o tentando relaxar. Observava a rua, ouvindo o barulho dos carros, por um instante ela se pegou pensando em como esses momentos de paz eram raros em sua vida, como se sentia sozinha quando a rotina de trabalho se acalmava no fim da noite, como sentia falta de uma companhia, sentia falta de carinho, calor humano. Arrependia-se de ter se afastado das pessoas que amava, de um grande amigo em especial que havia abandonado há alguns dias. Antes que seus pensamentos continuassem o telefone celular começou a tocar assustando-a, tirando-a de seu devaneio.

Após a ligação ela ficou agitada, começou a organizar algumas coisas pela mesa de centro ‘Isso está uma bagunça’, receberia em instantes a visita de do amigo, exatamente aquele em quem estava pensando ‘só pode estar de brincadeira, não fala com ele há meses e derepente aceita recebe-lo em casa..como velhos amigos’ – pensou ela. Estava tarde da noite, não sabia se era boa ideia, mas revê-lo era indispensável para ela. Já estava pronta para ir dormir, pijamas e meias, não eram trajes para receber visitas, então foi se trocar. Abriu a porta e caminhou até o corredor, hesitante, ela ia e voltava, estava impaciente demais para esperar precisava de alguém para conversar, contar como foi seu dia, ter contato com uma pessoa que a conhecesse de verdade, onde ela não precisava parecer tão profissional e moldada perfeitamente para o mundo corporativo. Ela usava um vestido até o joelho na cor azul royal e calçava uma delicada sapatilha trasparente, porém achou que maquiagem básica seria demais para alguém que já estava em casa, então contou com apenas um batom rosado. Esperava causar uma boa impressão, visto que seu amigo nutria de muita cumplicidade com ela e não queria mostrar-se tão para baixo como vinha sendo seus dias. “Oi.” ela disse quando avistou o rapaz no corredor, com parte da roupa molhada e os cabelos gotejando a chuva que havia pegado do estacionamento até o hall do prédio “Entre logo, nossa você veio nadando?” – disse aos risos ao ver o amigo naquele estado.

“Engraçadinha, da próxima vez devolva meu guarda-chuva mocinha, ou mandarei meus ternos para você secar”. – Disse o rapaz em tom irônico, referindo-se ao empréstimo que havia feito na ultima vez que trabalharam juntos em um caso de divorcio e a moça estava despreparada para voltar para casa num dia de chuva. Depois de um fato desagradável ela simplesmente foi embora e deixou-o para tras sem guarda-chuva.

“Comprarei todos os guarda-chuvas que você quiser para não precisar cuidar de seus ternos cheios de frescura” – a moça respondeu humorada.

“Então, como foi seu dia?” – disse o rapaz

“Quer mesmo saber?” – ela respondeu

“Claro, não estaria aqui se não fosse saber de você, já que raramente atende telefones, aliás isso é um milagre, a culpa deve ser sua essa chuva toda, atendeu o telefone” – disse o rapaz caminhando pela sala do apartamento em direção ao bar, em seguida serviu-se de uma boa dose de whisky. Ela odiava essa bebida, mas mantinha em casa porque era favorita dele. Apesar do enorme tempo que não compartilhavam juntos de uma ocasião com visita e boa bebida.

“Posso?” – Pediu o rapaz num gesto de desabotoar a camisa encharcada.

“Claro, vá se secar” – disse ela.

O rapaz começou a despir-se da cintura para cima, ao vê-lo sem camisa ficou desconcertada por alguns instantes. “Em que planeta você está agora?” o tom de voz grave do rapaz causou um nervosismo enorme dentro dela. Não era um momento em que sentia-se bem sucedida amorosamente e ver a pele do rapaz molhada de chuva a fez sair dali por uns instantes ‘O que estou pensando, ele é seu amigo sua louca’ – pensou ela punitivamente.

“Planeta? Que planeta? Vou pegar uma toalha” – disse rapidamente após retornar para si.

“Preciso falar com você.”  Gritou da sala, enquanto ela buscava algo para que ele pudesse se secar.

“Sobre?” Ela respondeu do quarto, ainda incomodada com a inesperada atração.

“Não sei se é a hora mais correta, vim para te dizer algo difícil de dizer” – ele continuou. “ Ficamos tão próximos um tempo, mas agora tenho sentido sua falta e seus sumiços não têm me agradado”.

“Tenho trabalhado muito, eu sei que sumi, mas é que tenho estado cansada, só isso!” – Disse ela chegando novamente na sala e entregando a toalha ao jovem.

“Trabalhado muito? Você tem se escravizado, esqueceu-se de quem se preocupa com você” – Ele indagou após abandonar o copo no balcão e sentar-se confortavelmente o sofá de canto, afastando as almofadas. “Você faz parte da minha vida, nunca vou te deixar ir assim”.

“É verdade, desculpe minha negligencia, realmente fui um pouco egoísta e desanimada em relação a pessoas. Mas estava pensando nisso pouco antes de me ligar, o quanto sinto falta de ser eu, de estar com quem me entende…isso e outras coisas”. “Que bom que veio, que está aqui comigo, mesmo sendo uma idiota e também…” – Ela parou e olhou diretamente pra ele vestido apenas com uma calça social preta perfeitamente cavada em suas longas pernas. Era estranho vê-lo tão a vontade daquele jeito, ela sempre o via, com a roupa toda abotoada e minuciosamente passada. Apreciava a imagem dele vestido daquele jeito, porém nada se comparava com o que estava vendo agora. O nervosismo voltou, seu olhar que antes era para o corpo dele agora voltou para seu rosto.

“O que?” – Disse o rapaz.

“O que?” – Disse ela..confusa

“Não você estava dizendo algo e aí você parou. O que foi? Pensando em uma boa desculpa para me ignorar de novo? Como fez das ultimas vezes? Qual é? Vamos lá, converse comigo, porque você está me evitando? – perguntou o rapaz

“Muitas perguntas sem resposta… não posso, você precisa voltar outra hora, não pode ficar aqui”. Ela disse parecendo perturbada.

“Como assim? Acabei de chegar e ainda preciso conversar com você, lembra?” – retrucou o rapaz.

“Sinto muito, acho que não estou nos meus melhores dias, estou desorientada, acho que é cansaço, preciso dormir..sinto muito”.

“Sinto muito? É isso que você tem a me dizer? Não… espere, sei bem do que você está precisando…de uma massagem”.

“O quê?! Não, por favor massa…agem” – reagiu instantaneamente quando o rapaz pousou suas mãos em sua nuca fazendo movimentos muito precisos. “ Eu te odeio!” – exclamou ironicamente.

“E eu acho que te amo” – O rapaz disse próximo da nuca dela inesperado e gravemente sexy.

“Hum…o que??! – Ela olhou para o rapaz tentando certificar-se que era uma brincadeira.

“É o que estava tentando te dizer, tenho sentido sua falta…já não somos mais amigos há um tempo, você se afastou desde  que fomos obrigados a viajar juntos para cobrir aquele caso do divorcio idiota da sua amiga Leticia. Foi uma viagem profissional eu sei, mas você tem que admitir que se afastou por isso, a Leticia me beijou na saída do fórum e colocou a mão na minha calça e você ficou possessa comigo”. – Disse o rapaz elevando o tom de voz em resposta a expressão de desprezo que ela fez para ele.

“Por que você não vai pedir ajuda da Leticia para resolver isso? Pela forma que vocês estavam se pegando naquele dia, ela me pareceu gostar muito de você e você dela, não me surpreenderia se você me dissesse que o casamento dela acabou porque vocês tem um caso.”  – Ela cruzou os braços e levantou –se  de frente para ele.

“Não me venha falar em Leticia, ela se jogou em cima de mim e fiquei totalmente sem reação na hora. Então a garota siliconada que fez a droga da faculdade com você, quem você me convenceu a pegar o caso. Ela, recém-divorciada após ganhar milhões de pensão de um marido rico, me agarra em pleno fórum municipal, põe a mão nas minhas calças e diz que pagaria todos os honorários que quisesse se passasse uma noite com ela fazendo sexo até não aguentar mais e EU sou o grande sedutor da historia????? Por favor, você está muito equivocada, não ouviu o que acabei de dizer ? “Você não precisava ter se afastado, eu não sei quando e como isso começou, mas estou de quatro por você e VOCÊ, apenas VOCÊ tem evitado isso”.

“Não gostei de sua atitude, naquele dia, não gostei de sua atitude hoje. Que história é essa de chegar aqui, tirando a camisa, dizendo que me ama??…” – disse a jovem expressando nervosismo. ‘Mas que merda é essa? Ele é meu amigo, esse tempo todo sozinha, não pode ser com ele…controle-se não pode ser com ele’ – pensava.

“Não é historia, você se afastou, ficou com ciúme. Fique tranquila, não fui canalha o bastante para levar aquele dia a serio, nunca mais vi sua amiga Leticia e você já deve ter se certificado de acompanhar essa emenda. Não significou nada, você é mais importante. Não pode sumir e me deixar sozinho nesse mundo sem sua presença…droga…que drama por um beijo que eu nem queria”. – Retrucou o rapaz revoltado com a moça.

“Droga, por que estamos discutindo isso? Você…você não tem que me dar satisfações..eu…não tenho nada com quem você transa ou….

A distância entre eles ia ficando cada vez menor.

“Você vem me evitando desde aquele dia … Por que aceitou minha visita hoje?” – Ele perguntou

“Você só pode estar de brincadeira, somos amigos…você está pisando em um território desconhecido..’’ – ela disse desajeitada pressionando as mãos na própria nuca.

“Eu te conheço melhor que ninguém nesse mundo…” – Ele disse olhado fixamente para ela…”E eu acho mesmo que te amo, você não tem ideia do quanto pensei em você esses meses todos, te liguei como um louco, vinha para seu prédio quase todos os dias te via entrar, te ligava e você não me atendia. Até questionei meus sentimentos e desejos, mas hoje devo ter coragem de vir até aqui e te encarar de frente e dizer que não tem jeito, não posso ser seu amigo que você despreza, eu quero você, quero ter você quero amar você e me evitar não vai mudar o que sinto. Eu te Amo e ..eu te amo..droga”  – repetiu

“Dá para parar de repetir isso, que droga, nós somos amig..” ela jamais conseguiu terminar a frase, tudo aconteceu tão rápido que quando se deu conta estava prensada contra a porta do quarto sendo lascivamente beijada pelo rapaz. No começo ela tentou resistir, empurrava-o com as mãos no peito nu e quente, tentando ao máximo não retribuir o beijo, mas logo depois se rendeu. Seu corpo ficava cada vez mais apertado entre a porta e aquele amigo idiota e mulherengo em quem ela não confiava.

“Ainda acha que não amo você?” ele perguntou ao cortar o beijo, olhando nos olhos dela. Ambos estavam ofegantes. “Estou jogando muita coisa fora aqui…nossa amizade de décadas…tudo…tudo porque pensar em você desse jeito, tem me deixado louco”. – Disse o rapaz enquanto apertou a coxa esquerda da moça erguendo-a para si encaixando-se no centro da moça.

Ela sentiu as pernas bambas, estava pedindo aos céus que ele não a soltasse rápido ou ela não seria capaz de manter-se de pé. Incapaz de falar qualquer coisa ela apenas sustentava seu olhar e tentava recuperar o fôlego.

“Ou você me manda embora agora ou continuo aqui e eu não respondo por mim.” Ele se afastou dando-lhe o poder da escolha.

Sem tirar os olhos dele, ela tateou até achar a maçaneta da porta, girou-a e quando a mesma abriu ela entrou no quarto e ao mesmo tempo fechou a porta, deixando o rapaz para fora do cômodo. Agaixou-se no rodapé com coração e a mente a mil, sentindo-se sem ar. Ainda estava trêmula pela emoção e surpresa do beijo, nenhum outro homem nunca tinha beijado-a com tanto desejo como o amigo tinha acabado de fazer.

Enquanto isso, o rapaz, em pé no corredor, sentia-se um verdadeiro estúpido. Como ele foi perder o controle daquele jeito? Ele sempre foi um cara tão centrado, sempre pensava antes de agir e nunca tomava uma decisão que pudesse vir a se arrepender depois. Como ele pôde fazer aquilo? Precisava sim ter se declarado, mas não tê-la atacado feito um lobo faminto, ainda mais  sem camisa no meio da sala de estar. Ele precisava se desculpar.

A porta do quarto foi aberta de repente, o rapaz quase não acreditou quando viu a moça parada à sua frente. Ele já estava preparando o pedido de desculpas quando a viu fechando a porta e atacando-o com um beijo…Ele cheirava tão bem, aquele cheiro delicioso de pós-barba já começava a ficar impregnado no corpo dela. As mãos dele eram tão fortes, impacientes, exploradoras. Ela sentiu suas costas bater contra a porta. Será que ele iria questioná-la mais uma vez? Será que ela iria falar que aquilo era um erro e mandá-lo embora? O desejo que ambos sentiam era assustador. Eles se beijavam enlouquecidamente enquanto todas aquelas dúvidas pairavam na mente dela. Ela resolveu ser rápida, e não sabendo como, conseguiu alcançar o elástico da calcinha, mas antes que pudesse pensar em tirá-la ele a deteve.

“Você acha que depois de fantasiar centenas de vezes te despindo eu vou deixar você mesma fazer isso?” ele disse segurando com firmeza as mãos dela, deixando-a imóvel. “Quando eu achar que é a hora quem vai tirar sou eu.” se ele sustentasse o olhar por mais alguns segundos ela perderia o sentido, estava extremamente excitada com a situação. Ela fechou os olhos e foi sentindo as mãos dele subindo pelo seu corpo e logo depois os dedos desabotoando os botões de seu vestido, no mesmo momento em que arrepiava-se com os lábios dele em seu delicado pescoço. Ao retirar o vestido, o sutiã foi imediatamente arrancado. Um gemido de prazer saiu de sua garganta quando ele apertou seus seios.

Ele agarrou-a pela cintura e levou-a até a cama sem deixar que seus lábios se desgrudassem um instante sequer. Antes de jogá-la na cama ele tirou-lhe calcinha, e após tirar a calça social que usava, deitou sobre ela. O peso de seu corpo foi uma sensação tão maravilhosa que um sorriso dançou nos lábios dela. Ela o agarrou com braços e pernas, sua mãos passeavam pelas costas dele, desejando tocá-lo em cada centímetro do seu corpo. Ela mordia os lábios impedindo seus gemidos de saírem, e cada vez mais o desejava.

Ele a beijava por toda a extensão de seu corpo, arrancando suspiros de surpresa da moça em meio as diferentes sensações. Aquela mulher de vida e sentimentos complexos estava sendo a perdição para ele, tão racional e fechado. Seu corpo perfeito, a pele macia, o cheiro que parecia ser único, seus gemidos… Tudo isso seria impossível de esquecer, poderia passar anos e anos, mas ele sempre lembraria daquele momento com ela. Ele ainda nem tinha feito amor com ela e já estava pensando se teria uma segunda vez. Provavelmente não. Uma relação com ela nunca dava certo, ha não ser que a relação se resumisse apenas em sexo. Ela costumava terminar todos os relacionamentos a fim de focar em sua própria carreira. Nisso ela era extremamente egoísta. Mas no fundo o rapaz ainda tinha esperança que com ele fosse diferente.

Quando chegaram ao ápice da relação, ela ainda se recuperava buscando folego e ele deitou sobre ela completamente nu. Seu corpo atlético de músculos firmes e pele bem cuidada agora entrava em total contato com o dela. Seu beijo era firme e ao mesmo tempo delicado, as mãos grandes sabiam exatamente como e onde tocá-la.

“Você é tão linda que as vezes me sinto intimidado ao olhar pra você.” ele confessou olhando profundamente nos olhos dela.

“Então não quero que você olhe pra mim.. .” disse ela.

Ele beijava boca, rosto e pescoço. Calmo, sem a menor pressa.

Ela estava com a cabeça deitada sobre o travesseiro, processando o que havia acabado de acontecer e como seria o depois.

“Porque você fechou a porta e depois voltou? ” Ele perguntou quebrando o silencio.

“Estava decidindo minha escolha sem olhar para você sem camisa na minha sala, molhado de chuva e excitado depois de me prensar na parede..” – disse ela explicita e calma.

“Entendi, sem distrações…”

“Sim, sem distrações…” – ela concordou.

“E como ficamos agora? Eu reitero todas as palavras antes ditas perante o veredito final” – Disse o jovem advogado

“Não sei, você esta disposto a arriscar?”

“Se estou disposto? Você precisa parar de transferir a responsabilidade para os outros e fugir..você está disposta? Porque por mim já está mais do que certo.”

“Dê-me um tempo ok? Acabei de fazer sexo com meu melhor amigo”.

“Acabou de fazer sexo com um homem que te ama e que você sente ciúmes, logo se importa..então porque não tentar descobrir se isso também não é amor?” – três segundos de silencio – “E aí, já se decidiu?” – Disse o rapaz impaciente.

Beijou o umbigo da moça que arfou com a boca entre aberta.

“Minhas vida é uma maratona diária e fica difícil pensar com sua boca tão próxima da minha pele, droga…” – Disse a moça falsamente brava com o rapaz

“Já decidiu?” – repetiu o rapaz olhando nos olhos dela.

“Dificil dizer não quando cada pedaço de você deseja dizer sim..sim..sim. Droga vou me arrepender disso..” – Disse a moça.

“Meu amor, você nunca se sentirá arrependida por esta decisão, eu diria que a mais importante de sua vida. Estou pensando até em chamar a Leticia para ser nossa madrinha..” – disse com um sorriso malandro no canto da boca.

“Você não se A-TRE-VA..” – disse a moça pausadamente enquanto  batia com o travesseiro no rapaz que ria muito da reação.

Quando menos se espera o amor vem e quando  o amor chega te surpreende com as pessoas mais inesperadas, te une com que jamais imaginou estar e sem mesmo perceber a presença dele, você se vê desfrutando do amor verdadeiro e duradouro. Dure este o tempo que durar, apenas o necessário para senti-lo.

Este jovem casal está desfrutando dessa complicada noite até hoje. Ela ainda não abandonou a correria, tornou-se 1ª Juiza Criminal,  mas volta para casa todas as noites o mais rápido que pode para encontra-lo. Ele ainda advogado da família e pequenas caudas cíveis, exerce a profissão com amor e ainda não se cansou de esperá-la todas as noites com vinho branco e beijos apaixonados.

Por Pâmela Aracy – 26/10/2014

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