TAG: MOMENTO NOSTÁLGICO


O blog Fênix Verde foi indicado a responder a TAG: MOMENTO NOSTÁLGICO pelo blog  Devaneadora de Ideias, já faz alguns dias que fomos indicados, mas por problemas “técnicos” o blog ficou um tempo sem ser atualizado. O que importa é que a TAG será respondida mesmo com dias se passado. Quero aproveitar e agradecer a DevaneadoradeIdeias por lembrar da Fênix Verde e indicar e pode mandar mais TAG quando quiser. E também quero destacar que a TAG: MOMENTO NOSTÁLGICO foi criado pelo blog 7 Seasons, um blog que gosto de acompanhar assim como o Devaneadora de Ideias. Agora vamos a TAG!

ultimatag

O pessoal do 7 Seasons não impôs regras a TAG, o que eu achei muito legal porque você pode responder da forma que entender que deva responder a TAG . A premissa da TAG , como nome mesmo já sugere, é falar sobre algum momento nostálgico de sua vida que lhe traga boas lembranças ou que despertem em você sentimentos bons ao relembrar desse momento. E pode-se falar de qualquer coisa, pode ser desenho, filme, novela, música, cachorro, namorado, qualquer coisa ou pessoa que lhe traz algum momento nostálgico a mente.

Eu li em outros blogs sobre essa TAG  e gostei de cada momento nostálgico relatado e me trouxe a nostalgia em mente quando citaram vários programas de Tv que fizeram parte de minha infância e adolescência também. Ficaram muito bons os posts.

Aí fiquei refletindo sobre como responder, o que escolher dentre todos os momentos nostálgicos, qual deveria descrever, então após escrever vários momentos, cheguei a conclusão sobre o que eu queria falar, então sem mais delongas, segue meu momento nostálgico.

meu momento nostálgico

 JÚNIOR & Eu

Todas nossas lembranças são como histórias escritas em papel já envelhecido pelo tempo, lembranças vão se desgastando com o tempo, mas existe memórias que demoram um pouco mais para se desgastar e temos essas memórias como se tivessem sido ontem, por tão inesquecível ou especial são esses momentos para nós. Nunca falei no blog sobre o que irei compartilhar na resposta dessa tag, falarei sobre o Júnior, meu cachorro que já se foi.

Júnior

Esse era o Júnior, o cachorro mais adorável que alguém poderia ter e sinto saudades dos momentos que ele trouxe para minha vida, relembrar dele é algo nostálgico.Coloquei o título desse momento nostálgico de Júnior e Eu remetendo a obra Marley & EU, porém devo admitir que o Júnior não era igual a Marley, era totalmente o oposto, um cachorro que nunca deu nenhum trabalho como o relatado na história de Marley, mas sua presença e as memórias que deixou foram marcantes, assim como na história do livro / filme.

Júnior foi o presente de meu pai, que já se foi também, e isso torna tudo muito especial, pois ele trouxe esse ser que alegrou minha vida e de minha irmã por vários anos desde o final da infância, adolescência e vida adulta. Lembro-me da surpresa que foi aquele dia em que eu, com 10 anos na época, estava sentado no degrau em frente a porta da sala e vejo um cachorro muito alegre entrando junto com  pai, meio que sem entender o que estava a acontecer uma animação e alegria já encheu todo o meu ser naquele segundo só de imaginar o que significaria. Então antes mesmo de perguntar já fui abraçando aquele cocker caramelo e ele foi me cheirando e lambendo com uma alegria. Meu pai o soltou e ele foi fazer um reconhecimento no local, cheirando cada canto da casa. Minha irmã que tinha seus 4 anos ficou extremamente alegre com o nosso primeiro cachorro.

Ele chegou em casa já com 6 meses de vida, ele era de um casal no qual meu pai foi prestar um serviço e a mulher disse que não conseguiu doar ele quando a cachorra dela deu a luz a vários filhotes, então meu pai resolveu adotá-lo.

No primeiro dia, ele aprontou um pouquinho, mas não foi nada assim tão Marley. Lembro que minha prima estava em casa e estávamos fazendo um lanche e fomos para sala assistir um filme até que Júnior subiu no sofá e roubou o pão da mão dela, lembro que ela ficou muito brava. Além de fazer xixi pela casa em vários lugares, mas isso foram coisas dos primeiros dias, depois de um certo tempo acredito que ele sabia que nossa casa era seu novo lar e então ele foi se acostumando e por assim dizer se comportando também. Alguns dias depois, ele fugiu e eu corri atrás dele, mas não consegui pegá-lo e foi aí que descobrimos que ele voltava sozinho. Começamos deixar ele sair todos os dias a noite para ele dar uma volta e ele ficava andando pela rua de casa e depois voltava para dentro.

Júnior era um cachorro carinhoso muitas vezes quando eu estava sentado na calçada da rua conversando com meus amigos, ele aparecia e enfiava a cabeça dele por baixo do meu braço para que eu fizesse carinho na cabeça dele. Ele era assim vinha pedir carinho, gostava de ficar perto da gente, quando estava assistindo TV em casa ele ficava deitado perto de mim. Quando alguma coisa triste acontecia e se eu estivesse chorando, Júnior vinha para perto de mim e ficava ao meu lado e olhando para mim quieto até eu parar de chorar, parecia que estava ali para me dar algum tipo de apoio ou conforto, por mais que fosse algum tipo de instinto ou sei lá o que. Lembro que ele era “protetor” comigo porque quando ele achava que alguém estava me batendo ele latia com uma raiva para qualquer pessoa que fosse, ninguém podia encostar a mão em mim de forma violenta, mesmo que fosse brincadeira de luta, que ele já vinha em minha defesa com seus latidos. Como não amar um cachorro assim? Ele era um cachorro dócil e carinhoso. Não era bagunceiro e nem comia chinelo ou destruía as coisas, mas era companheiro e fez parte de grandes momentos. Claro que já me trouxe algumas preocupações e uma delas foi quando achei que nunca mais o veria, pois um dia fui pra escola e quando voltei, minha mãe disse que ele tinha fugido e não tinha voltado. Nesse dia, fiquei o dia todo procurando ele pelo bairro, por todo lugar sem sucesso. Voltei para casa com um aperto no coração só de pensar que nunca mais o veria, nesse dia chorei pela primeira vez por ele. No outro dia fui pra escola triste, mas ainda com esperanças de achá-lo e por isso faria cartazes para espalhar pelo bairro para pedir que quem o visse me avisasse, então estava determinado a fazer isso. Porém mais tarde naquele dia, estava em casa e ouvi latidos com os quais reconheci e quando sai para ver, era ele todo sujo, mas ele estava bem e estava ali de volta, ele voltou para casa. Como eu disse minhas preocupações com ele sempre foram poucas, tirando alguns episódios como esse que ele sumiu que me deixavam acordado e preocupado, mas esse sumiço foi uma vez que aconteceu. Depois do sumiço, ficamos mais atentos para que ele não saísse de casa sozinho mais.

Todo mundo da vizinhança conhecia o Júnior e gostava dele, todo mundo brincava com ele. Quando as pessoas ficavam na rua conversando, Junior também queria ficar no meio das pessoas sentado na calçada, ele ficava chorando até que deixasse ele ficar um pouco na rua. Outra lembrança que tenho de Júnior foi quando teve um dia em que estava minha prima sentada na calçada na frente de casa conversando com alguma amiga dela até que Júnior saiu cheirando tudo pela calçada e cheirou as costas da minha prima, levantou a perna e fez xixi nas costas dela, ela novamente ficou furiosa com o Júnior. Não sei que o acontecia, mas o Júnior sempre tinha uns comportamentos que não era do perfil dele com essa minha prima (rs).

E esse era o Júnior, o melhor cachorro que eu podia ter e ele merece essa homenagem e lembrar dele é nostálgico para mim. Júnior era carinhoso e gostava de todo mundo de casa, principalmente de meu, nossa ele fica descontrolado quando via meu pai chegar.Mas assim como todo cachorro, a vida deles é mais rápida do que a nossa. No final da vida dele, ficou cego, mas isso foi algo que ele se adaptou muito bem, isso nem foi uma dificuldade, pois ele se acostumou com os espaços de casa e claro não deixávamos ele fugir nunca, se bem que não era difícil porque ele não saberia se o portão estava aberto ou não. Mas no final de sua vida ele ficou bem doente e muitas  vezes eu chegava do trabalho e ficava observando com tristeza, temendo o futuro iminente que se aproximava. No final de sua vida tínhamos que ter vários cuidados com ele, porque estava bastante debilitado. Até que um dia levantei num sábado para trabalhar e fiquei a manhã toda pensando nele, pensando que ao chegar em casa ia dar banho nele, porém quando cheguei em casa ele já tinha partido, então essa foi a segunda vez que chorei por ele, chorei a partida dele, chorei a falta que ele faria, chorei tudo o que ele significou pra mim em minha infância e adolescência, chorei porque queria ter ficado mais com ele, mas a vida adulta lhe traz responsabilidades como trabalho e faculdade, mas sabia que tinha feito tudo por ele e todos em casa cuidaram dele quando eu não estava, mas eu queria ter tido mais tempo com ele. Mas o meu choro de tristeza, no fundo me confortava porque ele agora descansava em paz, depois de uma vida cheia de alegria, descasava em paz depois de dias de enfermidade. E olha que ele sempre fora saudável e ficou poucas vezes doente e uma dessas vezes foi no final de sua vida, enfim descansava depois de dias doente. Ele fez parte de um grande capítulo em minha vida e nunca me esqueço dele cada dia que passava, sempre me lembro dele em algum momento. JÚNIOR foi um grande companheiro, foi inesquecível!

Meu momento nostálgico: JÚNIOR E EU!

POR PHELIPE DI AMARAL

Gostaria de indicar 5 blogs para responder a TAG: MOMENTO NOSTÁLGICO, caso queiram:

Mê Guarda-Chuva

Anna Chiara

Sentimentos Escritos

Nossa Canção

Boas Conversas

OBS: Caso já tenham sido indicados desconsiderem.

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3 comentários em “TAG: MOMENTO NOSTÁLGICO

  1. Phelipe, gostei muito do seu relato sobre o Júnior ♥
    Também tive uma inesquecível! E as lembranças estarão sempre bem guardadas no coração…
    Muito obrigada por responder viu?! *-*
    Beijo, ótima semana.

    Curtido por 1 pessoa

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