300 dias com ele / 300 days with him


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300 DIAS COM ELE

Foram aproximadamente 300 dias apenas com ele, há 300 dias atrás iniciou sua jornada para aquilo que mais temia, uma viagem para interior, para interior de si mesmo. Percebera que percorria as bordas do labirinto, sem sucesso de conseguir chegar ao centro, com o objetivo de encontrar a si mesmo. Ele questionava tudo o que existia e tudo aquilo que não existe, que era pura magia ou pura mania de achar que ele tinha um propósito, que ele poderia chegar e ter um final feliz após anos já perdidos. Ele questionava a si mesmo, se o amor é o que nos move e ele nunca tivera um amor para viver, como poderia realmente viver. Ele foi programado para ser amável, ele foi programado para ser gentil, ele foi programado para ser tudo o que alguém poderia querer, mas no fim das contas, nesse emaranhado de qualidades que o fazia se distinguir de todos os outros homens, nunca adiantou ser diferente, ser alguém que vê as pessoas pelo que elas são e não aparentam ser, no fim ele descobriria que de nada importava ser o que ele era. Ele era o que era, por ser quem era, mas sabia que ser quem era não dizia nada. Nunca sentiria o calor do verão, apenas frio e uma gelada imensidão, ficara preso no inverno de seu coração. Durante aqueles 300 dias que pareceram eternas noites, ele perdeu seu último suspiro de força, deixou-se afundar em águas profundas, preferiu afundar até que não fosse possível ver nenhum feixe de luz. Por 300 dias ficou preso naquele labirinto, percorrendo caminhos errados, encontrando os becos sem saída, procurando o sentido de sua própria vida. Pela primeira vez, tornou-se egoísta, tornou-se obscuro, tornou-se aquilo que abominava ser, tornou-se gelo, tornou-se frio. Morreu de uma profunda hipotermia. Esse era o mundo dele, apenas vazio e congelado, nunca conhecera o calor, nunca sentiu o calor de seus amores o tocar, conhecia apenas o inverno, que veio profeticamente para ficar. Ele transcendeu o rio de lágrimas, o vale das dores… Hoje seu coração não dói mais, porque sabe que seu coração nunca foi realmente seu e sim de um pequeno garoto sonhador, que morreu com toda a sua dor.

Agora ele ainda caminha entre os vivos, apenas observando a vida, admirando os amores alheios, sentido falta daquilo que nunca teve, sentindo o vazio que o preenche e seguindo em frente com medo do fim que possa estar a sua frente e tornar sua pequena existência, apenas uma lembrança da ausência… da ausência que o amor fez em sua vida, nasceu desejando amar um dia, agora apenas deseja ficar são até o fim de seus dias.

O labirinto acabou, enfim se encontrou. Sabe o que quer, sabe o que sente, fala o que quer, mas talvez essa busca tenha terminado tarde demais ou talvez ele tenha desistido cedo demais de seu próprio amor.

VOCÊ IMPORTA, SEMPRE!

PHELIPE DI AMARAL

ass5

300 DAYS WITH HIM

It was about 300 days alone with him, 300 days ago he began his journey to what he feared most, a trip to the inner self. He had noticed that he was running along the edges of the maze for so long, unsuccessfully to able to reach the center, in order to find himself. He questioned everything that existed and everything that did not exist, it was pure magic to think he had a purpose, that he could come and have a happy ending after years already lost. He questioned himself, if love is what moves us and he had never had a love to live, how could he really live. He was programmed to be kind, he was programmed to be lovely, he was programmed to be all that anyone could want, but in the end, in this tangle of qualities that made him distinguish himself from all other men, to be someone who sees people for what they are and not for what they appear to be. In the end he would discover that it mattered nothing to be what he was. He was what he was, for who he was, but he knew that being who he was, it meant nothing. He would never feel the heat of summer, only felt cold and chilly immensity, he had been trapped in the winter of his heart. During those 300 days that seemed like eternal nights, he lost his last breath of strength, let himself sink into deep water, preferred to sink until one could not see any beam of light. For 300 days he was trapped in that labyrinth, walking the wrong ways, finding the dead ends, searching for the meaning of his own life. For the first time, he became selfish, became obscure, became what he loathed to be, became ice, became cold. He died of profound hypothermia. This was his world, just empty and frozen, he had never known the heat, never felt the warmth of his loves touching him, he knew only the winter, which came prophetically to stay. He transcended the river of tears, the valley of pain … Today his heart no longer hurts, because he knows that his heart was never really his but belonged a dreamy little boy, who died with all his pain.

Now he still walks among the living, just watching life, admiring the loves of others, missing what he never had, feeling the emptiness that fills him and moving forward in fear of the end that may be in front of him and could make his little existence , just a reminder of the absence … of the absence that love made in his life, he was born wishing to love one day, now only wants to stay sane until the end of his days.

The maze is over, finally found the center. He knows what he wants, he knows what he feels, he speaks what he wants, but maybe that search has ended too late, or maybe he has given up too early on his own love.

YOU MATTER, ALWAYS!

PHELIPE DI AMARAL

ass5

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15 thoughts on “300 dias com ele / 300 days with him

    1. Ah, obrigado amigo! Eu tento e tento fugir da sofrência, mas no fim acabo escrevendo mais sofrência….kkkkkkkk…. Não sei acho me dou bem com a sofrência na hora de escrever KKKKKKK Por mais que eu tente fugir e queira escrever coisas alegres, uma hora ou outra a sofrência na minha escrita volta! hahahaha 😉 😘

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          1. Sim… acaba sendo o meu estilo de escrita… às vezes o que posto realmente são sofrências reais, mas nem sempre estou triste quando estou escrevendo esses posts sofrência KKKKKK

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          2. Quando eu to escrevendo na minha própria sofrência é o que to sentindo ali na hora, mas quando não estou…. é uma sofrência que vem já na minha imaginação, tenho um estoque de sofrência na minha mente!!!!!!!!!! KKKKKKKKKKK

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