Impasses / DEADLOCKS


 ENGLISH VERSION AVAILABLE HERE (OR BELOW)

texto

Ás vezes não temos chances de avaliar as perdas. Os prós e os contra em toda nossa vida, se magoando e magoando outras pessoas, perdas e danos comparando o que ganhamos e aprendemos nesse processo. Não é nada fácil equilibrar os inúmeros extremos da vida na incansável necessidade astral de manter a constância na linha da vida.

O problema é tentar descobrir onde foi que tudo ficou tão louco.Desfrutar da vida sem de fato envolver-se com alguém, ou o contrário. Mas, onde está o equilíbrio? Quanto você precisa doar para absorver o impacto da terrivel queda livre que é a vida adulta?!

A gente cresce e a lista de tarefas está cada vez mais arriscada. Carreira profissional, se sustentar, conhecer alguém, fazer/torcer para que esse alguém também goste de você, ter ou não um relacionamento convencional/ assumir um compromisso, ter filhos, criar uma familia, tentando não adoecer ou falecer nesse processo e obviamente não necessariamente nessa ordem, mas, altamente destrutiva ou construtiva a depender apenas de nossas escolhas e a o que estamos destinados a viver.

Por que tudo foge no nosso controle? E por que não abandonamos o leme e saltamos no mar inserto de nossa existência?

Deixar alguém entrar em nossa vida significa derrubar as paredes que passamos a vida inteira construindo em volta de nós mesmos. São paredes altas e fortes, feitas do mais puro concreto do medo.

Medo de sofrer, medo de errar, medo do acaso ou destino.

Nunca entendi aqueles que vivem intensamente, por ingenuidade ou não fazendo tudo que tem vontade sem pensar no “depois”. Essas pessoas são as mais felizes, penso eu. Mas, com chances altíssimas de tudo dar errado, salvo o fato que sou eu quem está dizendo. Eu seria essa pessoa se tivesse coragem, o fato é que sou aquela que pensa….e as vezes passa a vida pensando, quando vejo, não fiz. Se eu tivesse que escolher entre andar ou correr, eu prefiro meus pés calçados de quem andou milhares de quilômetros do que joelhos ralados de quem  se arriscou a correr. Pois é, eu sei o que é perder.

Baseado em tudo ou nada,   também sei o que é deixar se permitir…deixar entrar, baixar a guarda e se permitir viver um pouco, e nessa linha tênue em que jogo cartas com o destino, blefando contra as leis da responsabilidade que eu mesma criei.

Pensar demais, esperar demais, planejar demais. Tudo que sofre a companhia da palavra “demais” leva a resultados não muito satisfatórios, não só sei como respiro isso de uma forma autodestrutiva. Fora problemas de confinça que podem fazer parte de uma bagunça completa. Então, o que fazer dessa vida? Viver hoje e o amanhã dirá? Ou, traçar metas que não sei se vou cumprir e colher os frutos que vingarem? E se os que não vingarem me interessassem mais?! Deixa-los apodrecendo por medo de arriscar…medo, medo de viver, limitações que estão unica e exclusivamente no interior da minha ideia de sanidade.

Pois bem, insanidade seria fazer as coisas que flutuam no mais intimo dos meus sentidos. Acorrentados em uma consciência especializada em autoboicote. Eu colhi todos os meus cacos e estou me retirando dos extremos, por mim, está comprovado que esperar demais é perda de tempo e avançar demais é assustador e igualmente perigoso.

Decisões, decisões..por onde começar? Quando não se tem nada, você se agarra em quê? Assumindo o fato que o tempo é uma pena que plaina diante de nós, você vai dormir a noite e acorda com trinta anos de idade, ainda tão jovem e parece que perdeu tantas coisas, tantas pessoas, tantas oportunidades ao mesmo tempo conquistou o direito de não sofrer com isso. Ganhou o direito de seguir em frente, justamente porque o vento não volta, o tempo não para e há tanto para ser vivido, mesmo que as vezes a vida não pareça de perto tão empolgante.

Somos como andarilhos, construindo a propria estrada esperando algo que nos nos compre na vitrine do destino.

E parece que todos nós vivemos impasses, alguns mais do que outros. Trazemos as magoas, medos e audácia desde a infância. Depois de adultos, passa a ser um debate entre as decisões e no final das contas, todos ainda estamos seguindo. Fazendo de tudo para acertar as coisas da maneira que podemos.

pamelabottompost


text.jpg

Sometimes we have no chance to evaluate the losses. The pros and cons in our whole life, hurting ourselves and hurting others, losses and damages, comparing what we have gained and learned in this process. It is not at all easy to balance the many extremes of life in the untiring astral need to maintain constancy in the line of life.

The problem is trying to figure out where it all went so crazy. Enjoy life without actually getting involved with someone, or the other way around. But where is the balance? How much do you need to donate to absorb the impact of the awful free fall that is adulthood ?!

We grow and the to-do list is increasingly risky. Professional career, to support yourself, to know someone, to do / to hope that this someone also likes you, to have or not a conventional relationship / to make a commitment, to have children, to raise a family, trying not to get sick or to die in this process and obviously not necessarily In that order, but highly destructive or constructive, depending only on our choices and what we are destined to live.

Why does everything run away in our control? And why do not we abandon the helm and jump into the sea that is the core of our existence?

Leaving someone into our lives means tearing down the walls we have spent our entire lives building around ourselves. They are high and strong walls, made of the purest concrete of fear.

Fear of suffering, fear of error, fear of chance or fate.

I have never understood those who live intensely, by naivete or by not doing everything they want without thinking of the “after”. These people are the happiest, I think. But with very high chances of everything going wrong, except the fact that it’s me who’s saying it. I would be that person if I had the courage, the fact is that I am the person who only thinks and sometimes I spend my life thinking, when I realize, I didn’t do. If I had to choose between walking or running, I prefer my shod feet that walked thousands of miles than the grated knees of those who dared to run. Yeah, I know what losing is.

Based on everything or nothing, I also know what it is to let myself be allowed to let in, let down my guard and allow myself to live a little, and in that tenuous line in which I play cards with fate, bluffing against the laws of responsibility that I created it myself.

Think too much, wait too long, plan too hard. Everything that suffers the company of the words “too much” leads to not very satisfactory results, I know how to breathe all this in a self-destructive way. Confidence problems can be part of a complete mess. So, what to do with this life? Live today without worry about tomorrow? Or set goals that I do not know if I will fulfill? I leave desires rotting for fear of risking … fear, fear of living, limitations that are solely and exclusively within my idea of sanity.

Well, insanity would be to do the things that float in the most intimate of my senses. Chained in a conscience specializing in self sabotage. I have gathered all my shards and I am withdrawing from extremes, for me, it is proven that waiting too long is wasting time and moving too fast is scary and equally dangerous.

Decisions, decisions … where do I start? When you have nothing, do you cling to what? Assuming the fact that time is a feather that floats before us, you go to sleep at night and wake up at thirty years old, still young and it seems that you lost so many things, so many people, so many opportunities at the same time you’ve conquered the right to not suffer because of that. You’ve earned the right to move on, precisely because the wind does not come back, time does not stop and there is so much to be lived, even if sometimes life does not seem so exciting.

We are like travellers, building our own road waiting for something to call our attention at the destiny’s window.

And it seems that we all have to deal with deadlocks, some more than others. We bring the wounds, fears and audacity from childhood. After adults, it happens to be a debate between decisions and in the end, everyone is still following. Doing everything to get things right the way we can.

Prompt:Timely

pamelabottompost207/03/2017 às 10:47

Anúncios

Um comentário em “Impasses / DEADLOCKS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s